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| 30/11/2004 |
Ganhei um CD de jazz

Ben Webster Meets Oscar Peterson
Obrigadíssimo à Fran Alegretti por esta jóia. Ainda não conhecia o CD. São sete faixas gravadas em novembro de 1959, produção de Norman Granz e Russ Garcia. Ray Brown (no baixo) e Ed Thigpen (bateria) participaram. Webster - o sopro mais sensual do jazz - está impagável. Faz uma dupla de arrebentar a mamona com Peterson. Pela Verve, edição de 1997, agora relançada no Brasil.
Escrito por Almir Feijó às 14h35
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Babel
Revista de Poesia, Tradução e Crítica

Muito obrigado ao Ademir Demarchi, editor da Babel,
por ter mandado a revista. É pequena, artesanal, mas inteligente
e bem escrita. Gostei pra caramba. Um dos destaques
é a entrevista inédita de João Cabral de Melo Neto.
Ficou do balacobaco. Ótimo também é o texto que Ademir
escreveu sobre o nosso saudoso poeta (e cinéfilo)
Sérgio Sossélla, publicado em maio/agosto 2000.
É definitivo - e ponto final.
Escrito por Almir Feijó às 14h24
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Rubens do Caixão...

Ou Zé Ewald Filho?

por Telmo Martino
Rubens Ewald Filho, 'O Cinemaníaco', precisa tomar cuidado. Deve dar uma renovada no seu visual facial. Várias pessoas já trocaram de canal quando esbarraram na sua cara: "Cruz credo! É filme do Zé do Caixão!!!".
Escrito por Almir Feijó às 13h55
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| 25/11/2004 |
'Bundão do Ano'

Faruk Kasseb, da Al Qaeda. Cara - e sobretudo cabeça - de Bundão.
Mais votos
* Outras categorias de bundões
Bundão Televisivo, aquele do pior programa noturno: João Kleber - este deveria ser hors concours.
Bundão Cantor Sertanejo: Leonardo.
Bundão Puxa-Saco: Pedro Bial.
Bundão Parlamentar Traíra: Professor Luizinho.
Bundões. Surgem novos candidatos
 
João Kleber Leonardo Pedro Bial Luizinho
Enviado por J.M. em 24/11/2004
Comentário
Nossaaaa! Achei! Adorei seu BLOG! Muita coisa... Vou voltar muitas vezes pra ver tudinho. Parabéns!
Enviado por Airon aironbarreto@uol.com.br em 24/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 15h35
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O Leone que faltava

Sergio Leone (1921-1990) fez cinco westerns, nenhum deles realmente bom, embora todos muito cultuados: 'Por Um Punhado de Dólares', 1964; 'O Bom, o Mau e o Feio', 1966; 'Por Uns Dólares a Mais', 1967; 'Era Uma Vez no Oeste', 1969; e 'Quando Explode a Vingança', 1972. São longos, arrastados, falastrões, de música estridente e linguagem de 'comics'. Não respeitam a mitologia nem a moralidade do gênero. Leone - um ex-assistente de diretores americanos que iam usar os estúdios da Cinecittá, em Roma, final dos anos 50 - dirigiu filmes tipo 'Ursus', 'Maciste' e 'O Colosso de Rhodes'. É autor de uma obra-prima: 'Era Uma Vez na América', de 1983. Foi um espetacular fracasso comercial que deixou-o fora das telas por sete anos. Morreu do coração, em Roma, quando trabalhava no roteiro de um épico sobre a Revolução Russa. 'Quando Explode a Vingança', desses, era o único ainda não lançado no Brasil. Está saindo em DVD. Também não gosto. É igual aos outros faroestes de Leone: metáforas, escracho - uma gozação, uma releitura do gênero. Afora um chaveco político de dar sono até em hiperativos. São bangue-bangues bons pra se dar risadas. Mas quem, de fato, deseja rir em westerns?

'Por Um Punhado de Dólares'. Western básico da 'estética pasta'.

'Por Uns Dólares a Mais'. A gozação não pára. E tem gente que leva a sério.

'Quando Explode a Vingança'. Palanque político & western.

'Era Uma Vez no Oeste'. O feminismo chega finalmente ao Velho Oeste.

'Era Uma Vez na América'. Um dos 100 melhores filmes do cinema.
Escrito por Almir Feijó às 12h48
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| 24/11/2004 |
Andei ganhando alguns livros

De Belmiro Castor, autoria dele, ganhei Do poeta Wilson Bueno, escrito pelo próprio,
de presente 'O Brasil Não É Para Amadores'. 'Amar-te a ti nem sei se com carícias'

Do Augusto Martins, amigo do meu filho Do Kal Gelbeke, de Mariza Gualano,
Rodolpho, 'Larousse do Vinho' 'Ouvir Estrelas'

Do Airton Pissetti, por Bernardo Staviski De Gabryel Glassberg, de L. F. Veríssimo,
e Raul Urban, 'Pelos Bares do Paraná' 'Banquete com os deuses'
Hey, não se esqueçam
deste aqui
 
Na matéria sobre McCoy Tyner vocês se esqueceram de relacionar outro disco
antológico da carreira do pianista: 'Tyner plays Ellington'. É um clássico.
Enviado por Antônio Carlos Bandeira em 24/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 16h06
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Filmes sobre publicidade e publicitários.
Quantos há?
* por Ernani Buchmann
Nos últimos 50 anos foram diversos os filmes baseados no mundo da propaganda ou sobre os publicitários. Hollywood parece ter certa fixação no tema. Lembro-me de um, dirigido por Elia Kazan, estrelado por Kirk Douglas. Trata da insanidade que nos corroe – em alguns, claro, corroe mais que em outros – assunto de resto recorrente em filme sobre a publicidade.
Há outro, mais recente, que exibi à guisa de aula aos meus então alunos da PUC, ali por 1992. Não lembro mais o nome, tão enfadonho era. Com ceretza não era aquela comédia com Steve Martin, que ele tenta voltar para casa, saindo de Nova Iorque, às vésperas de um Dia de Ação de Graças.
Eis que neste fim de semana me posto à frente da tv e dou de cara com outro exemplar do gênero, estrelado por Fred McMurray, titulado em português como “Ela e o Secretário”. Quem dirigiu, qual o título original? Assunto para especialistas como Almir Feijó e Cláudio Lacerda.
Filmado provavelmente em torno de 1950, o filme trata de um pintor que se faz passar por diretor de arte, para ganhar a milionária conta de publicidade de uma indústria de tabaco. Tudo muito certinho, inclusive o happy end. O problema está no jargão publicitário, responsável por trair o responsável pelas legendas. O caro tradutor – Drei Marc, Marc Frei ou algo que o valha – embanana-se ao verter “copy” como “cópia”. Ora, mister: “copy” em publicitês é texto. O pseudo diretor de arte havia concebido a idéia, marcado os layouts e, por não ser ele profissional de texto, ainda estava trabalhando com a cliente nos “copies”. A tradução deixou diversos diálogos sem sentido.
A propósito: quantos são mesmos os filmes do gênero?
E existem também exemplares europeus sobre o tema? Minha vaga lembrança parece dizer que em uma dessas comédias inlgesas, tipo “alguém apaixonada por Hugh Grant”, o personagem é publicitário. Quem há de decifrar tão importante enigma?
Escrito por Almir Feijó às 08h34
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| 23/11/2004 |
O passionalismo

dos fortes
Luis Fernando Delazari, secretário de Segurança Pública do Governo Requião, é o melhor ocupante desse cargo nos últimos anos. Trata-se de um forte. Já escrevi lá embaixo, em outra área do BLOG: o homem é foduncha. E um sabichão. Diz que entende como ninguém de futebol, vinhos e cinema. Mais do que ninguém. No mundo. Está, com isto, assumindo dimensões míticas de enciclopédia ambulante - um novo Aurélio, Houaiss redivivo. Uma Larousse das generalidades mundanas. Já foi visto dissertando sobre o comércio de pêras com a Mauritânia e a rebimboca da parafuseta. Só que quase todos discordam dele. Uma enciclopédia furada como queijo suíço - pelo menos em cinema. Domingo, numa mesa do 'Trovatta', encasquetou que 'Tombstone', de George P. Cosmatos, estrelando Kurt Russell (como o xerife Wyatt Earp,Val Kilmer - suando como um pangaré e falando Latim - como Doc Holliday), é 'a melhor versão feita pelo cinema para o duelo do O.K. Curral'. O filme relata um incidente verídico, como se sabe. Ocorreu na época de ouro do Velho Oeste. Foi uma fuzilaria. Opôs, de um lado, os irmãos Clanton e os McLury contra os Earp, ajudados pelo dentista, jogador e tuberculoso terminal Doc Holliday. A opinião, ingênua, amadora, só pode ser efeito do fermentado que degustávamos - o apenas corrreto 'Trivento', marca indicada por ele, que, convenhamos, não é própria de especialistas. O filme é uma porcaria. Talvez seja um dos dez piores westerns já produzidos. Isso, com boa vontade. Com olhos críticos, desce para um dos cinco. E, com má vontade, para um dos dois, ao lado de 'Shane', o embuste que é o cult movie, o filme da vida - mudou sua concepção moral e política do mundo - do jovem secretário. Sou mais eu. Repiquei que melhor que esse 'Tombstone', falso como Jack Daniels paraguaio, é 'Wyatt Earp', com Kevin Costner e Dennis Quaid, de Lawrence Kasdan, lançado no mesmo ano. Também não é bom, já dei o DVD de segunda mão que ganhei de uma amiga. Delazari pai, homem de mais idade, mais sereno, modelo de autocontrole e sapiência, tem outra opinião. Acha que a melhor versão para o duelo é 'Paixão dos Fortes', de John Ford, feito em 1946, com assessoria do próprio Wyatt, já no fim da vida. (Não que precisasse de um troco para pagar as contas: morreu riquíssimo prospectando ouro - e jamais tomou um único tiro na vida). Escrevo em www.descriticas.com.br/?area=critica&cid=219 que este é western, de fato. Mas 'romântico e almiscarado: uma visão nostágilca dos mitos'. Também não gosto. Fonda está muito velho para o papel; e Victor Mature lembra 'Sansão' - um Doc campeão de levantamento de peso (o tuberculoso mais gordo da história). Outros títulos sobre o mesmo tema são 'Doc', de Frank Perry, 1971, e 'Duelo no O.K. Curral', de John Sturges, 57. Quem estará com a razão, depois de mim?
Wyatt Earp

de Larry Kasdan

Costner engordou 20 quilos para o papel de Earp. Quaid emagreceu 30
para fazer Doc. Isso é western ou concurso de pesos e medidas?

O filme de John Ford é western, e não um bangue-bangue italiano. Mas às vezes
parece um musical, doce e almiscarado. Dá vontade de dançar no cinema.
Escrito por Almir Feijó às 13h43
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| 22/11/2004 |
O Bundão do Ano

A Saga Continua

Pense bem: quem é 'O Bundão do Ano'? O BLOG dá preferência a candidatos brasileiros. E, vamos concordar, opção é o que não falta. ´Já recebemos cerca de 300 votos. Prêmio? São dois. Uma cueca não lavada do Bundão. Sendo mulher, um tubo de botox da Bundona. Quem quiser pode votar até em sí mesmo - já teve caso. Saddam Hussein, Bush e a camarilha republicana, Bin Laden, Koffi Anan e outros óbvios não valem, porque daí perde a graça. Para votar, clique aqui ou envie mensagem para o e-mail almirfeijo@uol.com.br (Na foto abaixo, reduzido, o prêmio do vencedor, que será escolhido por uma comissão de dez bundões extra-classe: o Oscar Bundalhaço of the Year, versão brasileira).
       
The Academy of Arts & Science of the True Assholes is proud to present
'The Bundalhaço of the Year': o Oscar dos Bundões
Alguns votos
* Para Bundão do Ano.
Categoria internacional: Ariel Sharon .
Brasil: Maluf .
Paraná: Coxa.
São os que fazem as maiores cagadas, daí a escolha.
Já que náo se pode votar no Bush .
Enviado por J.M.C. em 23/11/2004
* Bundão do Ano é o Cassio Taniguchi, por ser uma marionete.
Enviado por F.V. em 23/11/2004
* O Bundão do Ano é: Claudio Duarte, técnico do Grêmio de Porto Alegre.
Enviado por A. N. em 23/11/2004
* Há uns dez anos, um amigo meu, matogrossense do sul, foi com a primeira de uma série de quatro mulheres para Cancun. Hospedaram-se num hotel que tinha mais estrelas que a Calçada da Fama. Corria tudo como manda o figurino, até que a mulher dele começou a se queixar de um hóspede gringo. Toda vez que cruzava com ela, ele sorria e dizia coisas ininteligíveis. Numa ensolarada manhã, na beira da piscina, ela apontou: "Tá lá! É aquele!" Outro não era que o Donald Sutherland. Comentário do meu amigo: "É o que dá casar com bugra ignorante".
Enviado por C. L. em 22/11/2004
* Voto em dois, pra Bundão do Ano: Cassio Taniguchi

e Beto Richa
Enviado por S. U. em 22/11/2004
* Vou inverter o jogo: voto no Desbunde do Ano. 
Washington, do Atlético
Enviado por F. M. em 23/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 13h58
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* Sem sombra de dúvida, meu voto pra Bundão do Ano é...
Bem, amigos da Globo...

Galvãooooo Bueeeno!
Enviado por M. M. em 20/11/2004
* Bundão do Ano? Tony Garcia.
Enviado por R. M. em 20/11/2004
* Voto em Angelo Vanhoni.
Enviado por A. L. em 22/11/2004
* Voto em Angelo Vanhoni.
Enviado por J. V. em 22/11/2004
* Voto em Beto Richa.
Enviado por C. A. F. em 22/11/2004
* Pela primeira vez esse cara vai ganhar um título na vida.

* Para Bundão do Ano - e para segundo lugar também -, Barrichelo. Isso, claro, se o troféu não quebrar.
Enviado por M. R. em 22/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 08h27
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| 18/11/2004 |
O Bundão do Ano


2004 está terminando. O mundo olha para seu umbigo e surge então a pergunta inevitável: quem é o Bundão do Ano? Pela primeira vez na História você poderá participar da escolha. E pelo voto direto. E secreto. É permitido votar em quem quiser, inclusive em si próprio. Menos nos óbvios, como Bush e Zagallo. Entre os eleitores serão sorteados três mimos. Uma foto autografada do Bundão. Um convite para assistir o programa do Jô com alguém fazendo cócegas no seu pé pra você ficar acordado. E um exemplar do livro 'Jóias do Pensamento Vivo de Reynaldo Giannechini'. (Vote pelo e-mail almirfeijo@uol.com.br ou direto no BLOG).
VOTOS
* O título de Bundão do Ano vai para Ângelo Vanhoni. Candidato de desempenho medíocre, estava com a eleição ganha, mas, por absoluta incompetência, permitiu que o lamentável Beto Richa fosse eleito. Ele deixou a banda passar em sua frente, sem tomar atitudes esperadas de um candidato de personalidade que pretendia ser Prefeito de Curitiba.
E no campo feminino, meu título de Bundão do Ano vai para a fenomenal Juliana Paes, portadora de uma das mais belas ancas do Universo.
Enviado por R. Z. em 18/11/2004
* Meu voto de Bundão do Ano vai para o nosso querido presidente Lula, que até agora só prometeu e prometeu, viajou e viajou, e talvez bebeu um pouquinho além da conta.
Enviado por R. A. em 18/11/2004
* Pelo tamanho, e pela qualidade do programa, o cetro de Bundão do Ano vai para... para... Jô Soares.
Enviado por J. L. M. em 19/11/2004
* O Bundão do Ano com toda a certeza é o Angelo Vanhoni. Motivo: a capacidade que teve para perder a eleição para Beto Richa. Este, por sinal, apenas venceu por ser considerado bonitinho e não porque era o mais qualificado.
Enviado por M. F. em 19/11/2004
* O Bundão do Ano é - nem preciso justificar meu voto - o rei do botox, Alvaro Dias.
Enviado por R. T. em 19/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 12h59
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'O Franco Atirador'

chega ao Brasil em DVD

'O Franco Atirador' (Michael Cimino, 1978) - ganhador de cinco Oscars - foi lançado no mercado de DVDs dos EUA há vários anos. Ninguém parecia disposto a bancar sua circulação no Brasil. Problema resolvido: o filme já chegou as lojas. Odiado por grande parte da crítica, acusado de racista e americanófilo, este longo, forte, exacerbado trípitico sobre a vida de um grupo de rapazes antes, durante e depois da guerra do Vietnam tornou-se um clássico. É um dos maiores filmes antiguerra produzidos por Hollywood. (Leia a resenha completa no site www.descriticas.com.br ou compre o livro Descríticas, 316 filmes, página 206).

A maior coleção de jazz

A Warner Jazz está lançando no mercado europeu a coleção 'Les Incontournables'. É a maior do gênero. Tem 80 títulos. Quem estiver interessado vá ao site da Warner ou escreva para Warner Music France. Warner Jazz. 69, rue de Monceau 75008, Paris, France.
Escrito por Almir Feijó às 07h59
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| 17/11/2004 |
'O fundo do coração'

lançado em DVD nos EUA
O maravilhoso 'One From the Heart' - 'O Fundo do Coração', em português - acaba de ser lançado em DVD duplo nos Estados Unidos. Quem quiser pode comprar pelo site www.amazon.com Junto vem uma triste advertência: o material é apenas para os consumidores americanos e não sairá em qualquer outro país. Pena. É uma obra de arte. Um genial fracasso. Quebrou a Zoetrope Studios e deixou Coppola na lona por vários anos. O público não estava preparado para gostar desta estória de delírio, teatral, cenográfica, estroboscópica, toda em neons, filmada em estúdio – um inesquecível espetáculo visual. É sobre um casal que se separa em pleno 4 de Julho e, por algumas horas, vive romances de sonhos com seus amantes. Combina diversas técnicas de filmagem (inclusive VT) e edição. Há seqüências maravilhosas, como o balé inicial nas ruas de Vegas. Mais adiante, Nastassja Kinski equilibra-se sobre um arame no ferro velho, enquanto o namorado dirige uma orquestra imaginária entre carros abandonados. É um filme novo, experimental demais para seu tempo. Dez anos depois do lançamento, foi redescoberto na França e Holanda – e seu resgate parece inevitável, uma questão de tempo. Com Frederic Forrest e Terri Garr, como o casal; Raul Julia e Kinski fazem os amantes. Harry Dean Staton é o amigo. Dean Tavouralis desenhou a produção. Tom Waits compôs a trilha inesquecível (e canta a maioria das melodias, com Crystal Gayle). Gray Frederickson e Fred Roos produziram. Foto de Vittorio Storaro. Roteiro de Armyan Bernestein, de uma estória dele. MGM/Columbia.
http://www.descriticas.com.br/?area=critica&cid=124
'Inverno de Sangue em Veneza'

é o filme da vida de Sutherland
De passagem por Roma, o ator Donald Sutherland foi perguntado pela revista 'Moviola' (edição de outubro 2004) sobre qual o melhor filme em que trabalhou durante sua carreira. O ator - que fez 'Casanova de Fellini' e 'Ottocento', de Bertolucci - não teve dúvidas: 'Don't Look Now', de Nicholas Roeg (lançado em DVD, em 2002, pela Paramount Pictures e ainda inédito no Brasil). Para alguns, é um filme perfeito. Para outros, quase. É um belo ensaio de horror, com inspirada direção de arte (de Giovanni Soccol). Faz uma negação de Vivaldi – a seu modo, retoma o Mahler da 3ª e 5ª sinfonias ouvidas no Visconti de A Morte em Veneza. Está no nível de sutileza de The Innocents e The Other. Mas desenvolve a idéia central destes – a codificação defeituosa, a falsa leitura, a personalidade dividida - e dá-lhes sentido, simetriza-os: sintetiza-os. O Mal, aqui, está representado pela inevitabilidade do destino, do ponto de vista de médiuns espíritas. Espalha-se pelas velhas casas, na névoa, nos afrescos das igrejas e peças de arte – pequenas imagens sacras sem cabeça, vitrais que têm que ser reconstruídos. O cenário é Veneza, em anti-cartão-postal. Nunca a cidade esteve tão assustadora quanto neste mosaico gótico fotografado pelo diretor de câmera Anthony Richmond. A força das imagens é o terceiro personagem principal da estória. Não está ali para produzir sustos, mas para advertir que há qualquer coisa de perigoso naquele cenário que espreita, interfere, atua.
Clique para ler a resenha completa http://www.descriticas.com.br/?area=critica&cid=86 ou compre o livro 'Descríticas - 316 filmes' em www.criaredicoes.com.br ou www.livrariascuritiba.com.br
Escrito por Almir Feijó às 13h57
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A resposta de Deco
O BLOG foi sacana comigo. Botou no ar uma foto tirada por um inimigo no momento em que eu via a Dercy Gonçalves na Hebe e ela mostrou um seio.(Pode ter sido também uma reação a ter assistido o programa inteiro do Jô). Tenho poses melhores. Não muito melhores, é verdade, mas pelo menos fazem justiça a meu verdadeiro eu enquanto pessoa e ser humano. Mando algumas fotos que recolhi de molduras da sala de mamãe. Espero que baixem e deixem na Web por tempo suficiente para reparar a presepada contra minha imagem. (Enviado por Luis Fernando 'Deco' Wajnberg em 16/11/2004).

Aos 6 anos, depois de experimentar Com 19, ao fazer meu primeiro
uma pimenta malagueta fortíssima teste digital para câncer de próstata

Durante uma crise de identidade, aos 21, depois Foto do passaporte
de assistir um programa inteiro do Jô Soares
Comentário
Muitos webnautas têm escrito, telefonado e mandado mensagens por pombo correio. Sempre com a mesma pergunta: como é que esse cara, Deco Wanjberg, pode ser tão feio? Foi atropelamento? É cocô preso? Photoshop? Não, não e não. Desde criança Deco revelou-se um brilhante inventor. Aos 14, cai do muro e recebe forte coice de um burrichó na cabeça. Aos 16, bola a jeringonça que o tornaria famoso no mundo inteiro: uma máquina de produzir orgasmos. É simples de usar. Você coloca no membro como uma espécie de camisinha, instala fios conectores, liga no ponto de luz, aperta um botão - e deixa rolar. A máquina foi um sucesso. Já na primeira tentativa Deco experimentou 271 orgasmos. Gozou durante 50 minutos sem parar. Ficou feliz da vida. Só houve um efeito colateral: ficou com essa cara.
Enviado por Marcelo Tardelli em 17/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 08h36
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| 16/11/2004 |
O rigor,

o mistério

e o surreal

na obra de Bia Wouk

Verdade seja dita: este BLOG cometeu uma injustiça quando, ao listar os melhores artistas plásticos do Paraná pós-70, esqueçeu Bia Wouk. Faz tempo que ela deixou o Brasil. Mas não parou de pintar. Dizem que seu trabalho continua moderno, instigante e belo como há vinte anos, quando ainda morava no Brasil e expunha em galerias. Fui um dos primeiros a escrever sobre Bia no Paraná. Era uma exposição no Interamericano - do qual éramos alunos, ou ex -, o professor Aroldo Murá, velho amigo, nos apresentou, depois fomos todos jantar no Chalé Suíço e alguns dias mais tarde cometi um texto sobre os quadros dela no 'Estado do Paraná', do qual era repórter. Corria o distante ano de 1973. Vimos juntos pela TV, horrorizados, o golpe que derrubou Allende. Hoje não é fácil achar um Bia Wouk no mercado. O Sade e mais não lembro quem, acho que o Waldir Simões, tinham no acervo duas ou três peças dela. Acabei não comprando, por uma razão qualquer. É uma daquelas besteiras das quais a gente se arrepende durante toda a vida. Bia é - pelo menos era - louca por cinema, sobretudo os filmes europeus, especificamente os franceses. Lembro que adorava Truffaut e Godard. A gente ia muito ao cinema. Naquele tempo, existiam até cinemas de arte em Curitiba. Hoje todos exibem pornôs e são pontos de encontro entre gays. Certa vez, no Cine Avenida, obriguei-a a ver 'Meu Ódio Será Tua Herança' tantas vezes que Bia já estava começando a decorar os diálogos. Até, finalmente, o óbvio e esperado surto psicótico, que quase terminou com ela me obrigando a comer o couro de uma poltrona. Bia, além do mais, é leitora voraz. Tenho até hoje - ornado por autógrafo e uma ilustração a bico de Bic - um livro que me deu sobre Fellini. Adorava os latinos. Principalmente Cortázar em 'Histórias de Cronópios e Famas' e Borges em 'El Aleph' e 'Ficciones'. Eu, fã de Garcia Marquez, corruptela daqueles dois, tentava dizer que 'Cem Anos de Solidão' era o maior livro já escrito no idioma de Cervantes. Nunca chegamos a um acordo. É pena que, cumprindo seu roteiro previsível de artista e cidadã do mundo, tenha deixado Curitiba. A cidade, tão pobre de talentos, ficou mais anêmica sem a presença dela. E, pior: não surgiu ninguém para ocupar seu espaço.
Escrito por Almir Feijó às 15h22
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Jazz de primeira na praça
Norman Granz, o mitológico produtor de jazz, que reuniu no Montreux Jazz Festival alguns dos luminares do gênero, está de volta à área. Lança no Brasil - em produção da ST2, pela Eagle Vision - uma série espetacular de DVDs gravados em 1977 e postos à venda no mercado mundial em 2004. Comprei três deles. Benny Carter; Milt Jacson e Ray Brown; e Roy Eldridge, uma das três majestades do trumpete (aqui ele se apresenta com Oscar Peterson ao piano). Os materiais contidos em todos os discos foram restaurados e remasterizados. Nat Hentoff é o narrador dos documentários. Entre os sucessos estão 'Bye Bye Blackbird'; 'You Are My Sunshine'; e 'Body And Soul'. O preço é camarada, em se considerando a qualidade dos espetaculos: 43 reais por título.
Escrito por Almir Feijó às 10h18
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| 12/11/2004 |

Uma estrela que se apaga 
Dia desses eu e o Cláudio Lacerda estávamos conversando sobre as visões fugazes. Elas se assemelham a vislumbres, são lapsos, frações, figuras oníricas embuçadas pela névoa. Há nelas algo de proustiano - estão protegidas pelas armadilhas do tempo. Têm a inconsutibilidade de uma aparição dos elementais, aqueles seres mágicos - duendes, elfos, leprechauns - que habitam a floresta. Anos depois, a gente já não sabe se viu mesmo, se quis ver ou se sonhou. É possível que as três coisas tenham ocorrido. Ou mesmo nenhuma delas. Cat Stevens enquadrou uma mulher chorando do outro lado do vidro num bar do interior da França. Por coincidência, era uma modelo famosa. Chegando em casa, escreveu um clássico da homenagem ao rosto desconhecido, ‘My Lady D’Arbanville’. Goethe fala de uma visão parecida, acho que em ‘Werther’. Em 'Don't Look Now', de Nicholas Roeg, Julie Christie se vê passando na frente dela mesma, numa gôndola, a caminho do enterro do próprio marido. Borges viu todo o mundo através de um pequeno buraco em 'El Aleph'. Eu, de minha parte, tenho certeza de que vi Anjelica Huston em Veneza em 1986 no festival de cinema. John, pai dela, tinha morrido um dia antes. Dezesseis anos depois, num filme de 2002 do Clint Eastwood, ela apareceu no papel de um médica, mas não sei sei era ela ou o John, tamanha a devastação produzida por rugas e pelancas. Agora, quando a luz de Yasser Arafat se apagou, encafifei que vi ou sonhei com ele numa visita que fiz a Natania, litoral de Israel, muitos anos atrás. É quase certo que se trata de uma elaboração - um 'deslocamento', como dizem os psicanalistas. Caçado como bicho pelo Mossad, a polícia secreta israelense,Yasser não teria nada que fazer numa cidade inimiga naqueles dias. Não havia qualquer razão plausível, mesmo remota, para que estivesse por ali. E olha que o primeiro-ministro não era esse assassino Ariel Sharon. Então eu pensei: 'É ele'. Não tive dúvida: 'É Arafat'. Procurei em jornais, revistas, livros e testemunhas. Chequei informações, fui atrás de pistas. Nada batia. Ninguém tinha, ou teve, um só registro de que aquele homem baixinho, frágil, que vi entrando num carro, poderia ser Arafat. Lembro-me desde então daquele outro conto de Borges. Toda edição saíra correta, sem qualquer erro de revisão. Mas apenas um só exemplar continha um detalhe a mais, uma vírgula, uma pequena diferença com relação aos outros – e ela alterava todo o roteiro. Hoje eu não tenho dúvidas. Era Yasser. Mesmo que não fosse ele. Ele tinha esse dom, o da onipresença. Era um derviche. Um ser humano com origem na magia. Podia estar e não estar. Um cara assim não morre. Na verdade, ele pertence ao inconsciente coletivo. Sharon disse que ele jamais sairia vivo de Ramallah. Arafat respondeu: 'O vento não pode derrubar uma montanha'.

Escrito por Almir Feijó às 15h57
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O psicanalista e escritor Deco Wajnberg (na foto, quando ainda usava brinco para ficar mais bonitinho) passará à História por suas qualidades morais e intelectuais. Mas nunca por seu formato grego (rosto azeitonado, nariz aquilino, tórax hercúleo, ombros espadaúdos, membros apolíneos, etc.). Ele visitou o site www.uglypeople.com - é fácil entender por quê. E, diante de uma dúvida cruel, resolveu fazer um concurso. O vencedor ganhará dois livros do Deco autografados. De lambuja, um selinho. (Minha favorita - Deco entederá a razão, como médico de cabeças & almas - é a primeira da fila, candidata número 1, a velhinha. Mas a anã, número 5, veja bem, não é uma uva?).
QUAL DELAS VOCÊ LEVARIA
PRUMA ILHA DESERTA?
1. ( ) 2. ( ) 
3. ( ) 4. ( ) 
5. ( ) 6. ( ) 
7. ( ) 8. ( ) 
Comentário
Meu voto vai para senhora de idade número 6. Fiquei pensando nas possibilidades matemáticas: como ficaria o olhinho esquerdo durante ou após um orgasmo bem tirado?
Enviado por Pedro Escobar em 16/11/2004.
Comentário
Fico com o nariz da número 7. Minha única preocupação é morrer asfixiada se nos encontrarmos no mesmo elevador. (É provadora de cocaina contratada pela polícia, a moça?).
Enviado por Flávia Eban em 15/11/2004.
Comentário
Voto em todas. Pago mil reaus pra cada uma por uma noite coletiva de prazer. E não quero nem que Deus me ajude.
Enviado por Rafaela em 13/11/2004.
Escrito por Almir Feijó às 14h00
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Weekend

em cinema e DVD

* por Ernani Buchmann
Escrito por Almir Feijó às 13h46
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Estréia em todo o pais Má Educação, de Almodóvar. A crítica, de resto favorável às obras do espanhol, não decepcionou. Vem elogiando o resultado, as usual. Seu filme anterior, Fale com Ela, é um primor dos absurdos da sociedade deste início de milênio, com alguns dos temas que fazem a cabeça de Almodóvar sempre no entorno das cenas: necrofilia – ou transar com uma mulher em coma não é coisa de necrófilo? – falta de entendimento entre casais, sugestão de homossexualismo aqui e ali. Má Educação parece ser mais incisivo: a temática homossexual protagoniza o filme. Com a inclusão de padres católicos no processo. Há alguns anos, só Buñuel ousaria tanto. Nas locadoras, Matadores de Velhinha, dos irmãos Coen. Traz Tom Hanks, novidade na troupe dos cineastas xifópagos, e todos maneirismos característicos dos filmes da dupla. Uma refilmagem bem feita, mas previsível. É verdade que o humor ácido às vezes surge. O que não aparece é o sopro de talento que há em O Homem que Não Estava Lá, por exemplo. Este, o antepenúltimo filme dos Coen – entre os dois eles fizeram Onde Está Você, Irmão?, George Clooney estrelando – tem a fotografia em tons P&B como o principal diferencial, embora existam outros, a começar pelo ótimo roteiro. Matadores de Velhinha é boa diversão para um final de semana prolongado. Afinal, conta uma história. E contar uma história não parece ser mais a prioridade das produtoras de Hollywood. Efeitos especiais, assombrações e personagens virtuais tomaram o lugar dos bons roteiros com começo, meio e fim, ainda que os elementos não precisem estar necessariamente nesta ordem.
Escrito por Almir Feijó às 13h46
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O clitóris

Se a memória não falha, e a memória é tão fraca quanto a carne, das epígrafes de "O segundo sexo"da Simone Beauvoir uma é do Sartre: "Metade vítima metade algoz".
Vítimas
O que se esconde sob a lápide? As mulheres são vítimas das circunstâncias. Nesse sentido podem vir à boca de cena acusar deus, o diabo e o senhor também. É a metade da ópera. Ou da missa. A outra metade é diferente, quer ver?
Pra elas nada?
O que fizeram com o que quiseram fazer e fizeram delas? Foram vítimas inermes? São coisas? Sem armas, vontade, poder de manobra, sem desejos, consciência? Não. Elas foram cúmplices, são cúmplices, algozes. Delas mesmas. Construíram e foram construídas como segundo sexo. Tem parte de responsabilidade pela situação subalterna que ocuparam ao longo da já longa jornada do bicho homem pelo planeta terra. Nesse sentido só devem acusar elas mesmas. Passemos do gênero à espécie (estou a ler trechos escolhidos do Darwin).
Calma
Calma, chegarei ao obscuro objeto de desejo. Que recebeu o desgracioso nome de clitóris, proparoxítona, ou clitóris com acento no, oh! o. Ambos acolhidos nas boas casas do ramo, mas não pelo micro imbecil que a sublinha com linha vermelha. Chegarei ao mistério embalado num segredo.
Frias?
Os famosos relatórios Kinsey sobre o comportamento sexual do homem e da mulher (americanos das décadas de 40 e 50 do século XX) revelaram dados espantosos sobre elas: majoritariamente frias. Os não menos famosos relatórios Hite sobre o comportamento sexual das americanas dos anos 80 foram além: são maciçamente frias.
Atenção
As mulheres não são constitucionalmente frias ou biologicamente frias: obtém prazer sexual sozinhas, a se masturbar. Ou em dupla homossexual. Ai, porém, na companhia masculina, ao dobrar com João, a maionese não desanda porque sequer se forma; elas não passam batidas porque não chegam a formar bom jogo, a ficar na boa.
Graças a quê? A quem?
Mais uma vez. A resposta está na epígrafe do Sartre: metade vítima, metade algoz. Dando nomes aos bois: são "frias" graças a elas mesmas e a nós, homens, machos mui incompetentes na arte de transar. Que não se ensina nas escolas. E que se aprende ou não se aprende na vida, na cama, nunca sozinho. Sempre em dupla.
No mínimo.
Mas não dupla homossexual. Eleito príncipe encantado decretarei: a partir do esporro inaugural todo menino será obrigado a freqüentar a zona do bairro, o puteiro da comunidade, consagrado, oficial, batizado, crismado. Onde será recepcionado por profissionais de fino trato, pagas pelas associações de pais-mestres-ex-alunos.
Escrito por Almir Feijó às 08h21
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Currículo
Balzaqueanas bonitas, gostosas, cheirosas, pacientes, vocações pedagógicas, sábias, com mestrado, doutorado, estágios comprobatórios - coisa de primeiro mundo. Com remuneração de primeiro mundo. Digamos US$ três milhões por ano, "free tax". Pra começar!
Aqui, oh!
Não estou a propor putaria, daquelas, franciscanas, não. Será uma nova ascese. Pros meninos. Ou pensa que o aprendizado do "amor" (coisa mais pudica, Carlos Alberto!) é fácil? Não quero exagerar, mas é tão difícil como se formar no Ita. Não o do Norte, mas o de São José dos Campos.
Contra-prova
Se a arte de amar, armar, amarrar, se amarrar, fosse fácil não daríamos de cara com a quantidade absurda de mulheres insatisfeitas sexualmente; as taxas cairiam a zero. E esfregaríamos na cara do mundo o "frigidez zero". Vamos ao que interessa.
Uno e dos!
Clítoris ou clitóris, obscuro objeto de desejo, mistério envolto num segredo, nevrálgica peça do "puzzle" anatômico feminino que tanto atrai e desafia, a nós, machos, pobres machos, naturalmente apressados, ignorantes, levianos, tão inábeis que as meninas comentam: dez em nove vezes os homens erram os aniversários, o vaso sanitário e o dito cujo. Enfim, somos bando displicente, porcalhão, incompetente.
Com a palavra, a defesa
Meritíssimo, membros (opa!) do júri. Por delegação falarei em meu nome. Começarei com abafado desabafo. Com licença. Oh! Senhor! Por que fizestes tão complexa e árdua a arquitetura erótico-sexual das nossas companheiras? Por que não algo mais simples, fácil, ao alcance dos pobres machos mortais? Por que esta réplica abastardada, esse apêndice que não passa de corruptela do assim chamado - "proh! pudor!" - órgão viril?
Simples, prático, funcional
Por que não apenas o eterno feminino, de tão íntima afinidade, contra parte sem a qual não? Como cara-coroa, ponto-banca, mão-luva, Pelé-Coutinho, queijos-vinhos, Píndaro-Pinheiro, Mieli-Bôscoli, Rômulo-Remo? Por que não e tão somente a caverna imperial, cálida e úmida, a abrigar nervuras nas elásticas paredes? Por que não apenas a acolhedora nave protegida por estrutura nervosa que receberia a sensibilidade concentrada no vértice do ângulo superior?
Paciência geológica
Oh! Senhor! Teremos de confiar na evolução da espécie? Ou em algum salto genético? Quantos milênios mais para nos livrarmos da obscura caricatura, da má formação, da degeneração herdada pelas mulheres? Aqui entre nós, a descoberta das Índias foi brincadeira, a marcha pro oeste pic-nic, a circunavegação do globo passeio dominical no parque Barigui. Páreo pra nossa erótica odisséia apenas a volta do Ulisses à Ítaca.
Escrito por Almir Feijó às 08h21
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Clitóris é cultura
Temos de enfrentar as ouriçadas hordas de pentelhos que se juntam, unem, formam o maciço monte de Vênus. Cerca viva que distrai a nossa tão solicitada atenção. Obstáculo natural que não raro nos repele, intimida, desafia. Selva selvaggia, oscura. E a caprichosa combinação de grandes-pequenos lábios postados à frente da gruta, a camuflá-la, e a encobrir pudicamente o ambicionado cetro? Por que tantos, Senhor? A emular com as caixinhas russas e as folhas da cebola? O que fizemos para sofrer tantos e tão rudes testes? No nosso caminho, grandes e pequenos estreitos, sucessivos, mais temíveis que o de Gibraltar, mais mortais que o Cila-Caríbdes. E isso não é tudo! Resta desvelar a secreta película que envolve o mistério - "uma glande, um corpo e dois pedúnculos", na definição do Houaiss. Ufa! Como ecoaria a massa rubro-negra: "Não é mole, não! Nem o diabo encontra o berbigão".
Marcha fúnebre
Nessa altura restam raros heróis; morreram milhões como os que aporrinhavam a pérfida Penélope. Perdoai-os, Senhor! Perdoai-os, meninas, mulheres, amantes, obsessivos e obscuros objetos de desejos, eles tentaram. Não sabiam o que faziam, como fazer, mas tentaram.
Carlos Alberto A. Pessoa, em 12/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 08h20
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| 11/11/2004 |
Editora Referência


http://netpropaganda.terra.com.br
Cinema
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"Não sou crítico. Sou um publicitário que vai ao cinema e de vez em quando escreve sobre filmes." É assim que o autor dessa obra, o publicitário paranaense Almir Feijó, define-se em seu prefácio. Com 40 anos de poltrona e mais de 2,5 mil filmes assistidos, Feijó mostra sua versão "desapaixonada" sobre 316 longas de várias épocas. Ele, um amante da sétima arte que contraditoriamente perdeu seu encanto pelo cinema, mostra suas impressões pessoais, muitas vezes, ácidas. Elogia atores mais antigos e critica alguns da nova geração, que ele diz "estarem aí apenas por serem galãs". Fala que o cinema perdeu seu caráter artístico por ser estritamente comercial. E não poupa nem os brasileiros, como Walter Salles, que ele define como "uma picaretagem".
Descríticas Autor: Almir Feijó  Editora: Criar Edições www.criaredicoes.com.br Páginas: 552 Preço: R$ 39,90
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Galeria

'O Navio', aquarela de Paul Garfunkel, 1928, representando a chegada da família dele a Paranaguá.
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Autógrafo original de Woody Allen sobre pôster de seu melhor filme
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Sem saber que ela é sua filha, Kirk Douglas mantém o congresso carnal com Carol Linley em 'O Último Pôr do Sol'.
Informado do incesto, vai duelar com Rock Hudson sem balas no revólver. (Autógrafo original).
Escrito por Almir Feijó às 14h59
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Homenagens a Trane

McCoy Tyner fez parte do lendário The John Coltrane Quartet durante cinco anos, entre 1960 e 65. No teclado, é um dos poucos mitos do jazz clássico - aquele situado entre os anos 40 e os 60 - que ainda está vivo. Kenny Barron é outro. Oscar Petterson também, embora tenha tido um derrame e só toque com uma mão. Há uns dois anos Tyner apresentou-se no Brasil. Estava 40 quilos mais gordo, usava rabinho de cavalo, dizem que bebeu sem parar - mas parecia melhor do que nunca. Dois discos dele estão sendo relançados no Brasil. O mais importante é 'McCoy Tyner Plays John Coltrane (Live at The Village Vanguard)', da Impulse Records, gravado em Nova York em 23 de setembro de 1997. Trane - que nasceu em 1921 e morreu em 67, de câncer, aos 46, no apogeu da criatividade - estaria fazendo 71 anos. O CD foi lançado no Brasil em 2001. Agora está de volta ao mercado. O outro é 'Nights of Ballads & Blues'. Foi o terceiro disco de Tyner - e um dos melhores da sua carreira. Steve Davis está no baixo e Lex Humphries na batera. Ano de gravação: 1963. Pra quem gosta de Coltrane também está de novo nas lojas 'Four For Trane', igualmente pela Impulse. O tenorista é Archie Shepp; Alan Shorter no trumpete; John Tchicai no alto sax; Roswell Rudd no trombone; Reggie Workman no baixo; e Charles Moffett na bateria. A gravação original data de 10 de agosto de 64. Recomendo os três. Embora, a rigor, nenhum deles sirva sequer pra limpar as botas de Bud Powell ou Thelonious Monk. O primeiro era emoção em estado puro. O outro, o minimalista, quatro notas musicais reduzuidas a uma só.
Comentário
Historinha de fã, a propósito do Tyner. No início deste ano, lá em NY, eu estava voltando da ópera, bem tardão, e passei pela frente do 'Iridium', ali em Times Square, onde tinha um luminoso de neon roxo, piscando: Jazz Club. Atravessei a rua e perguntei: Tem show? De quem? - McCoy Tyner e Big Band. - Ah, tá. Me dá dois ingressos, então. Entrei com o riso frouxo, tentando conter o deslumbramento. Não deu. Na mesinha do canto, estava o próprio, dando um tempo antes do show. Só dei um tchauzinho (mané até o último...) e fiquei na minha. Dali a pouco, aparece o Steve Touré, que tocava trombone na banda, e de quem eu já era fã de ir no camarim, da primeira vez que o vi no Bourbon, em São Paulo. Aí não deu, mesmo. Fui até o cara: "Meu, eu fui te ver em São Paulo!!!". E ele lembrava de mim (ou foi muito gentil, o que é mais provável). Parte do show eu passei um pouco transtornada. Tentando me dar conta do que eu estava vendo. Acho até que aproveitei pouco, por conta do peso da responsabilidade de estar vendo aquilo. Não adianta. Eu não consigo ser blasé. Acho que quem se criou na Campina do Siqueira não se entedia facilmente.
Enviado por Anna Toledo em 12/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 08h45
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| 10/11/2004 |

Original Café e Anna Toledo. A polêmica continua

Anna Toledo Luis Fernando Veríssimo

Hermeto Pascoal Original Jazz Band
Comentário
Tá corretíssimo o Almir: o Original nunca mais foi o mesmo depois que a Anna Toledo saiu. Nós que gostamos de jazz ficamos sem opção. Tivemos que sair pela noite, de casa em casa, atrás de alguém que tocasse saxfone e piano. Não achamos, claro. Fui reencontrar o Fernando Montanari e seu grupo tirando som sabe onde? Na praça de alimentação do Crystal Shopping. É um péssimo lugar para se ouvir jazz. A moçada não tem o menor respeito, não sabe do que se trata e certa vez, diz a lenda, alguém pediu pro Montanari tocar algo de Bruno e Marrone. Pra não se falar naquela desgraçada máquina de fritar batatinhas e na outra de produzir pipocas e seus barulhos infernais. Claro, há adolescentes na área. Com eles, o inferno. Fiquei quase um ano sem voltar ao Original. Fomos tomar uísque e beliscar calabresa no Bar do Durva. Até que não é ruim. Mas o Durva é boteco - e falta jazz. Agora, com a volta da Anna, estamos de volta também. Corrige-se uma besteira. Não precisa nem rolar 'My Heart Belongs to Daddy', lindo na voz dela. Basta que seja a Anna pro Original voltar a ser o Original e recuperar sua originalidade.
Enviado por Luis Fernando 'Deco' Wajnberg em 11/11/04.
Comentário
Fiquei envaidecidíssima com seu post.
Agora chega, ou vou ficar insuportável.
Enviado por Anna Toledo em 12/11/2004
Escrito por Almir Feijó às 16h38
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